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Segue internado homem baleado em troca de tiros durante operação do Gaeco e PM contra facção criminosa, em Marília

Foto do escritor:  J. POVO- MARÍLIA
J. POVO- MARÍLIA
há 3 horas
2 min de leitura

Por volta das 6h da manhã desta quarta-feira (28), um homem foi baleado durante a segunda fase da operação Umbra 2, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Paraná no bairro Maracá, no Bairro Maracá, na zona norte de Marília.

A ação mira uma facção criminosa que angariava assinaturas para um projeto de lei que flexibiliza visitas íntimas em presídios.

Segundo o Gaeco, a operação cumpriu sete mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão, no âmbito de uma investigação sobre a atuação regional de uma facção criminosa com presença em diferentes estados do Brasil.

As diligências foram realizadas em Londrina (PR), Cambé (PR), Cascavel (PR) e Piraquara (PR), além de Avaré e Marília. Segundo a Polícia Civil de Marília, a vítima foi atingida por um tiro de fuzil e está internada na UTI.

A informação também foi confirmada pelo promotor do Gaeco do Paraná, José Paulo Montesino Gomes da Silva.

"Um dos alvos, o principal deles, encontrava-se em Marília e foi lá localizado, houve um confronto com a polícia durante o cumprimento e o alvo está hospitalizado", disse em entrevista coletiva sobre a operação nesta quarta-feira.

A investigação apura a atuação de integrantes do grupo nos municípios abrangidos pelo código de área telefônico DDD 43, no Norte do Paraná, especialmente em atividades relacionadas ao tráfico de drogas, ao comércio de armas de fogo e ao controle disciplinar dos membros da organização.

A facção também é investigada por distribuir drogas em troca de assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular que buscava flexibilizar as regras para visitas íntimas e conjugais em estabelecimentos prisionais.

COMANDO

Conforme o MP, a estrutura regional da facção era comandada por dois irmãos. Eles coordenavam as atividades relacionadas ao tráfico de drogas, à venda de armas e ao "controle disciplinar" dos integrantes.

Um deles exercia a função de "Geral da Região 43" — número do DDD da área. Ele passava ordens da cúpula da organização, era responsável por aplicar ou não punições e decidia se aconteceriam transferências internas.

O outro irmão era o "Final 100% do Estado do Paraná". Assim, supervisionava os setores financeiro e operacional da facção. Além disso, coordenava o comércio de drogas a partir da zona sul de Londrina.

Também são investigadas pessoas que realizavam contabilidade, coordenação de pontos de venda de drogas, gestão do tribunal do crime e negociação de armas.


 
 
 

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