Funcionário de asilo em Marília que estuprou idosa de 84 anos com Alzheimer recebeu voz de prisão "com tranquilidade". Ele é casado e está recolhido em Gália
- Adilson de Lucca
- há 2 dias
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A delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), de Marília, Dra. Darlene da Rocha Tozin, disse ao JORNAL DO POVO nesta quinta-feira 98), que o funcionário de um asilo, preso por estupro de vulnerável após violentar uma idosa de 84 anos com Alzheimer abrigada pela instituição, recebeu a voz de prisão "com tranquilidade. Pra ele aparentou ser indiferente", relatou a delegada. Os nomes do indivíduo e do asilo não foram divulgados pelas autoridades.
O acusado, que tem 64 anos, é casado e reside em um distrito da cidade, foi preso nesta quarta-feira (7), após comparecer acompanhado de um advogado na DDM para prestar depoimento. Certamente achava que ia dar sua versão e ser dispensado.
Mas, a delegada já havia solicitado e a Justiça deferido a prisão temporária dele (prazo de 30 dias). O acusado foi conduzido e está recolhido em cela isolada na Penitenciária de Gália.
O CRIME
O maníaco foi flagrado por uma funcionária do asilo na noite do domingo (4), com as calças arriadas, sobre o corpo da idosa, em um dos quartos da instituição.
A funcionária gritou e ele correu, deixou o asilo e não retornou mais. Ele trabalhava no local há mais de 20 anos. Foi demitido por justa causa na segunda-feira (5).
Em seu depoimento à delegada, o acusado disse que "as calças caíram quando ele correu ao ouvir gritos da funcionária". Negou que estivesse estuprando a idosa.
Equipe da DDM começou as buscas pelo indivíduo na segunda-feira, após a expedição do mandado de prisão. Ele não foi encontrado em sua e outros endereços comuns.
No depoimento, ele negou que estivesse foragido e ficou sabendo da acusação por terceiros.
Funcionários e diretoria do asilo também foram ouvidos na DDM. "Em resumo, todos ficaram surpresos com a situação", disse a delegada.
Ela afirmou que o fato dos abrigados da instituição serem idosos e a maioria debilitados, dificulta depoimentos e evidências de eventuais outros crimes sexuais praticados pelo acusado no asilo.
O inquérito sobre o caso deverá ser concluído em até 30 dias e remetido à Justiça. A pena prevista para estupro de vulnerável (Artigo 217-A do Código Penal) é de 10 a 18 anos de reclusão.


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