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Justiça recolhe arma e busca passaporte de delegado demitido por assassinato de adolescente

Adilson de Lucca
há 20 horas
2 min de leitura

O delegado demitido da Polícia Civil, mariliense Vinícius Martinez, de 30 anos, acusado de matar a adolescente Katrina Bormio Silva Martins, de 16 anos, com um tiro de pistola durante uma festa do peão em Promissão, teve a apreensão do passaporte e da arma de fogo determinada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

A decisão atendeu a pedidos do Ministério Público. Conforme o despacho, durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência do ex-delegado, a polícia localizou um revólver.

O documento do TJ-SP não detalha a destinação de outras armas registradas em nome de Martinez.

Ainda na decisão, a Justiça informou que aguarda a comprovação formal da entrega do passaporte do acusado. O processo segue em andamento para o cumprimento das determinações judiciais.

Em junho, o ex-delegado foi demitido da Polícia Civil. Ele atuava em uma delegacia em Ourinhos. A exoneração foi assinada pelo governador Tarcísio de Freitas e publicada no Diário Oficial do Estado na edição de 8 de junho.

HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO

Em 2 de julho de 2025, o Tribunal de Justiça definiu que Vinícius Martinez fosse a júri popular em decisão publicada e confirmada pelo órgão. A defesa do réu pediu recurso e ele respondesse ao processo em liberdade.

A Justiça determinou que o delegado fosse julgado por homicídio duplamente qualificado, com dolo eventual, quando se assume o risco de matar, além de responder por disparos de arma de fogo em local habitado.

O julgamento só será marcado quando a fase de recurso terminar.

O CRIME

O caso aconteceu no dia 4 de agosto de 2024, durante o evento que reuniu centenas de pessoas. De acordo com o boletim de ocorrência, o delegado teria atirado quatro vezes na suposta tentativa de conter um homem que tentava entrar no recinto com bebida alcoólica, o que não era permitido.

Katrina estava na festa na companhia de amigos e também de pais desses jovens, mas foi embora mais cedo e aguardava o pai para buscá-la no momento em que foi atingida.

Ainda segundo os relatos, enquanto os colegas conseguiram sair do local, Katrina ficou para trás por já ter sido baleada.

Na época, Vinícius passou por audiência de custódia, pagou uma fiança equivalente a cerca de 20 salários mínimos, passou a responder em liberdade, se mudou para Assis e continuou atuando como delegado, em Ourinhos.

Pressão e busca por justiça pela família de Katrina, além de revolta popular e movimentos em redes sociais, levaram o governador a demitir o delegado autor do assassinato.


 
 
 

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