Decisão do Tribunal de Justiça do Estado de SP determinou a instauração de um incidente de sanidade mental para avaliar a condição psicológica do réu.
Um laudo pericial deverá indicar se, na época do crime, ele tinha consciência do ato ou capacidade de agir conforme a lei. Até a conclusão dessa perícia, o processo ficará suspenso. A decisão do júri popular havia sido divulgada no dia 20 de maio deste ano.
Luis Fernando foi denunciado como autor de crimes de homicídio qualificado por motivo torpe e meio cruel, meio que impossibilitou a defesa da vítima, ocultação de cadáver, estupro de vulnerável e fornecimento de bebida alcóolica a criança/adolescente.
Tiago Bergamo, delegado responsável pelo caso, já havia afirmado, durante uma coletiva de imprensa, que o suspeito tinha relatado sobre esse desentendimento: "Um arremessou pedras no outro, até que ele arremessou uma pedra na criança, e percebeu, depois ali, que ela já estava sem vida".
O assassino, para tentar escapar do crime, esquartejou a vítima e, apesar dos esforços, não foram encontradas todas as partes do corpo de Mateus, que foi enterrado no dia 20 de dezembro.
A prisão temporária do acusado foi convertida em preventiva. Desde então, Luis Fernando aguarda o julgamento na cadeia.
A polícia teve acesso a outras imagens que mostram o garoto acompanhado do assassino na região da área de mata.
PRISÃO
Luis Fernando foi ouvido pela polícia n 17 de dezembro, junto com outras sete testemunhas.
Durante o depoimento, ele apresentou versões contraditórias, o que levantou suspeitas. O homem foi liberado após prestar depoimento, mas acabou sendo preso em sua casa no mesmo dia, depois que o corpo do menino foi encontrado.
CONFISSÃO
Ele afirmou que arremessou uma pedra em Mateus, causando sua morte, e que voltou para casa para buscar uma serra, com a qual desmembrou o corpo da criança.
Após a prisão, a polícia fez novas buscas na casa do indivíduo e encontrou animais mortos no local.
Segundo as investigações, Mateus frequentava a casa de Luis Fernando, onde eles consertavam bicicletas juntos. Ainda conforme a polícia, o ato do maníaco de ajudar crianças com esses consertos era comum. O delegado Tiago Bergamo descreveu essa relação de proximidade como um "cavalo de Tróia".
O delegado também revelou que, ao confessar o homicídio aos policiais, o assassino disse ter ouvido vozes que o incentivaram a cometer o crime e que sentia inveja da alegria das crianças do bairro, motivo pelo qual buscava se aproximar delas.
Luis Fernando afirmou que costumava frequentar o local onde o corpo foi encontrado com a vítima e até com sua família, dizendo que iriam nadar e passar o dia juntos.
"O assassino já havia frequentado a área de mata outras vezes com a família do Mateus. Ele relatou que disse ao menino que iriam conversar e que já tinham nadado naquele rio em ocasiões anteriores. Provavelmente, essa foi a justificativa usada para atrair a criança ao local", disse o delegado na época das investigações.
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