Pagamento do novo piso da enfermagem vira Torre de Babel, polêmica e chumbo no prefeito Daniel
- Por Adilson de Lucca
- 6 de set. de 2023
- 3 min de leitura
Atualizado: 7 de set. de 2023

Há exatamente 14 dias, o Fundo Nacional da Saúde (órgão do Ministério da Saúde) depositou R$ 410.349,00 na conta da Prefeitura de Marília (Fundo Municipal da Saúde). O dinheiro era (e é) destinado ao pagamento do novo piso para auxiliares e técnicos de enfermagem que atuam nesta área pela Prefeitura.
O que deveria ter sido administrado e pago aos beneficiários, virou uma Torre de Babel. O imbróglio cresceu, o profissionais da área começaram a pressionar e a oposição enxergou rapidamente uma oportunidade de deitar e rolar em cima do prefeito Daniel Alonso (sem partido).
Aliás, em meio à toda polêmica sobre a questão, Alonso não deu as caras em nenhum momento. Sequer convocou reunião no gabinete com o secretário municipal da Saúde, Osvaldo Feriolli (inoperante, como sempre!), secretário da Administração, Cássio Luiz Pinto, com a Procuradoria Jurídica do Município, chefia dos Recursos Humanos e com quem mais de direito, para diluir e resolver o assunto.
Lembrando que todo esse rolo deveria ter sido resolvido pelo secretário municipal da Saúde (repita-se, incompetente ao extremo!) e pelo Fundo Municipal da Saúde (que tem Rodrigo Pegoraro, como presidente) definindo valores e quem receberia, para encaminhar a ordem de pagamento à Prefeitura.
Se não fez nem isso, quanto mais uma reunião com representantes da enfermagem!
Deixou a coisa correr frouxa, fazendo vistas grossas pra tudo. Resultado: lá se foram duas semanas (com o dinheiro na conta) e após novo protesto de profissionais da enfermagem, aliado a ação de opositores e polêmica na mídia e redes sociais, o prefeito decidiu se mexer.
Ordenou na manhã desta quarta-feira (6) a emissão de uma nota da assessoria de imprensa (demanda nesse sentido foi encaminhada ontem pelo JORNAL DO POVO sobre o assunto. A tal nota (que vai pra lá e pra cá) deve ser divulgada ainda hoje.
Aí também entrou em cena o fator Torre de Babel, com a deputada estadual Dani Alonso e seus pupilos dando palpites daqui e dali. No final da manhã, enfim, chegaram a um consenso.
Na semana passada, em ato isolado, o chefe de gabinete da Prefeitura, Levi Gomes, disse em entrevista ao vivo ao âncora do jornalismo da Rádio Clube, Amarildo de Oliveira, que havia encaminhado solicitação ao Ministério da Saúde para definir como seriam feitos os repasses aos profissionais da enfermagem (planilha do InvestSUS com dados referentes aos profissionais de saúde que atendem pelo SUS).
Mais alguns dias se passaram e nada de prático. Veio a nova sessão da Câmara Municipal, novo protesto do pessoal da enfermagem e discursos ásperos da oposição.
Enfim, com o dinheiro na conta, virou tudo isso! O prazo para efetivar o pagamento do benefício termina domingo (10). Pra complicar ainda mais a situação, vem aí o feriadão da Independência (sexta-feira será ponto facultativo na Prefeitura).
Será que na segunda-feira (11) a coisa estará resolvida, de fato, ou teremos novos capítulos da Torre de Babel?
NOVO PISO
A Lei 14.434/2022 definiu, em maio passado, o piso salarial nacional da enfermagem. Os valores são R$ 4.750,00 a enfermeiros, R$ 3.325 a técnicos de enfermagem e de R$ 2.375,00 a auxiliares de enfermagem e parteiras.

TORRE DE BABEL
Atorre de Babel era uma torre muito alta que os descendentes de Noé tentaram construir para chegar aos céus. Deus não se agradou da construção e confundiu as línguas. A torre de Babel nunca foi terminada.
Depois do Dilúvio, os filhos de Nóe tiveram muitos descendentes, que repovoaram a terra. Eles começaram a se espalhar pela terra mas quando chegaram a uma planície em Sinear, decidiram ficar lá. Sinear era a região da Mesopotâmia, que mais tarde ficou conhecida por suas grandes cidades, como a Babilônia. Nesse tempo todos falavam a mesma língua (Gênesis 11:1-2).
Lá eles fizeram tijolos e decidiram construir uma cidade. O grande marco dessa cidade seria uma grande torre que alcançaria os céus (Gênesis 11:3-4). Deus viu a cidade e a torre e não se agradou. Por isso, Ele confundiu as línguas e as pessoas já não conseguiam se entender.
Interpretação da torre de Babel por Lucas van Valckenborch, 1594, Museu do Louvre.
Como não conseguiam mais comunicar, as pessoas pararam de construir a cidade e a torre. Esse lugar ficou conhecido como Babel, que significa “confusão”. As pessoas saíram de Babel e se espalharam pela terra (Gênesis 11:8-9).









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