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Policiais acusados de envolvimento com criminosos em Marília são absolvidos pelo Tribunal do Júri

  • Adilson de Lucca
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Denunciados em 2012 pelo Ministério Público Estadual (MPE) de Marília, por suspeita de "darem suporte logístico para uma das quadrilhas que disputavam o comando do tráfico de drogas na cidade", o policial militar Rubens Rogério de Oliveira e o policial civil Aurísio Vieira de Melo Júnior, foram julgados e absolvidos pelo Tribunal do Júri.

O julgamento deles e outros seis réus ocorreu nesta quarta-feira (26) no Tribunal do Júri do Fórum de Presidente Prudente. O julgamento foi transferido de Marília a pedido das defesas, por questões de segurança.

As acusações, na época, foram feitas pelo promotor Gilson César Augusto da Silva. O juiz José Roberto Nogueira Nascimento pediu a prisão preventiva de 13 dos 31 então acusados na ação. Os policiais responderam ao processo em liberdade.

ABSOLVIÇÃO

O julgamento realizado em Presidente Prudente terminou pouco antes da meia noite, quando o juiz Alessandro Correa Leite leu a sentença.

"Em resposta aos quesitos formulados, o Conselho de Sentença decidiu, nesta data, que os réus não praticaram o crime pelos quais foram denunciados. Ante o exposto, e considerando o mais que dos autos consta, julgo improcedente a pretensão punitiva do Estado, e o faço para os réus de todas as imputações contidas neste processo", mencionou a decisão.

No caso do policial militar Rubens Rogério de Oliveira, ele já havia sido absolvido também em procedimento administrativo interno da corporação.

Os outros réus absolvidos no julgamento de ontem foram Ingrid Daiane de Oliveira, Daniel Augusto de Oliveira, Valdir de Carvalho Teles, Izaias de Souza Cartaxo, Arilson José Dessia e Natan Henrique Martins Lima.

Advogado Ricardo Carrijo Nunes (ao centro), com os advogados Victor Hugo Furlan

e Flávio Perez, que atuaram no Tribunal do Júri

"CONFIANÇA NA JUSTIÇA"

O advogado Ricardo Carrijo Nunes, que atuou na defesa dos acusados Valdir Teles e Arilson Dessia, disse ao JORNAL DO POVO que a decisão ratificou a inocência dos acusados.

"Foi um dia muito importante para nós. Participamos do julgamento de Valdir e Arilson, que carregavam há 15 anos o peso de responder a um processo dessa natureza. Foi uma longa caminhada, que exigiu muita dedicação, estudo e, principalmente, confiança na Justiça", afirmou.

"Ao final do julgamento, tivemos a satisfação de ver nossos clientes além dos dois grandes policiais Rubens e Aurísio defendidos pelos colegas, serem absolvidos pelo Tribunal do Júri. Para nós, enquanto defesa, é um resultado que representa muito mais do que uma vitória profissional. Representa o encerramento de um ciclo de 15 anos e a oportunidade de que eles possam seguir suas vidas com a dignidade e a tranquilidade que tanto esperaram", acrescentou Ricardo Nunes.

Também participaram do julgamento os advogados Cláudio José Palma Sanchez (Rubens Rogério de Oliveira), Cristiano de Souza Mazeto (Aurísio de Melo Júnior), além de Victor Hugo Furlan (Arilson Dessia) e o assistente Flávio Perez (que atuam no escritório de Ricardo Carrijo Nunes).

Os demais acusados foram defendidos pela Defensoria Pública.

Aurísio Vieira de Melo Júnior e Rubens Rogério de Oliveira, com Fabiano Albuquerque (Associação de Cabos e Soldados - Regional Marília) e o advogado da entidade,

Cláudio José Palma Sanchez


 
 
 

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