A vereadora Fabiana Camarinha (Podemos) fez uma postagem em suas redes sociais onde manifestou apoio e reproduziu um vídeo que viralizou, no qual a pastora Helena Raquel faz uma pregação estimulando as mulheres a denunciarem agressores de mulheres e pedófilos.
"Se existe violência, existe crime e o silêncio não pode continuar. Denuncie já!", disse Fabiana, que tem como uma das principais bandeiras de seu mandato as políticas públicas em defesa das mulheres e da família.
FALA DA PASTORA HELENA
Em uma pregação no 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões, realizado no último sábado (2), em Camboriú, Santa Catarina, a pastora Helena Raquel fez um forte apelo para que mulheres evangélicas denunciem maridos e outros agressores, levantando discussões sobre violência doméstica dentro de comunidades religiosas.
Em seu discurso, Helena Raquel criticou diretamente a cultura de silêncio que ainda persiste em parte das igrejas e denunciou a proteção de abusadores em nome da autoridade espiritual.
“Existe algo que a igreja não pode mais fazer: se omitir. Não existe unção que justifique abuso. Não existe chamado que autorize agressão. Se agride… não representa Deus. Ungido não é abusador. Ungido não é agressor. A verdade precisa ser dita com clareza: se é pastor, se é obreiro, se é membro… mas fere, oprime e violenta isso não é autoridade espiritual. Isso é pecado. E pecado não se protege. Se confronta“, afirmou.
Além de criticar a omissão institucional, a pastora deu orientações práticas às vítimas, incentivando que busquem ajuda.
“Se você está vivendo ou presenciando isso, não se cale. O silêncio nunca foi a vontade de Deus. Denuncie. Ligue 100. Ligue 180. A igreja precisa voltar a ser lugar de cura, não de medo. E onde há verdade, há libertação“, disse.
Ela reforçou ainda a necessidade de coragem para agir: “Você precisa ter coragem para sair e fazer a denúncia. Ligar para alguém de confiança e buscar um lugar seguro“.
O discurso viralizou rapidamente nas redes sociais, acumulando milhares de visualizações e compartilhamentos, e reacendeu debates sobre o papel das instituições religiosas no enfrentamento da violência doméstica.
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