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  • Foto do escritor J. POVO- MARÍLIA

SURTARAM: PM mata 2 colegas de trabalho no interior de SP e policial civil mata 4 colegas no Ceará


Capitão Josias Justi (à esquerda) e sargento Roberto da Silva foram mortos a tiros por colega na base da Polícia Militar, em Salto. O atirador estava com um fuzil e a motivação do crime é desconhecida

Um policial militar matou dois colegas de trabalho na manhã desta segunda-feira (15) em Salto (SP). O ataque ocorreu por volta das 9h. O atirador se entregou e foi detido.

De acordo com relato de testemunhas, um sargento, identificado como Gouveia, invadiu e trancou uma sala na 3ª Companhia da Polícia Militar de Salto e atirou contra as vítimas, o sargento Roberto da Silva e o capitão Josias Justi, comandante da PM na cidade. Bombeiros foram chamados para atender a ocorrência, mas os policiais não resistiram aos ferimentos e morreram no local. Um vídeo feito logo após a tragédia mostra viaturas das equipes de resgate em frente à 3ª Companhia da PM. Peritos e até o helicóptero Águia, da PM, também foram à base da corporação em Salto. Assim que liberados pela perícia, os corpos devem ser levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Sorocaba (SP). A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a corregedoria da corporação acompanha a investigação do crime para esclarecer a motivação. "É com extremo pesar que a Polícia Militar informa que nesta segunda-feira (15), por volta das 9h, dois policiais militares foram atingidos por disparos de arma de fogo efetuados por um Sargento da Instituição por razões ainda a serem esclarecidas. O crime ocorreu nas dependências da 3ª Companhia do 50º Batalhão de Polícia Militar do Interior (50º BPM/I), situada na cidade de Salto. Infelizmente, as vítimas entraram em óbito. Todas as providências de Polícia Judiciária Militar estão em andamento neste momento e a Corregedoria da Instituição acompanha as apurações", completa a pasta.


TRAGÉDIA NO CEARÁ: "ELES ERAM PÉSSIMOS"

Um policial civil do Ceará matou, a tiros, quatro colegas do trabalho em Camocim, cidade do Norte do Ceará. Os corpos já foram retirados do local e levados para a Perícia Forense do município de Sobral.

O assassino fez um vídeo logo após cometer os assassinatos, no qual pede perdão a todos e ressalta: "Destruí a família de vários colegas. Eles eram péssimos, mas esposas e filhos não mereciam".

O homem ainda chama os colegas de "malditos" e diz que foi "humilhado, esquecido e traumatizado".

Está sob custódia da Polícia Militar e "em estado de choque", segundo sua advogada. Ao todo, são três escrivães e um inspetor mortos na Delegacia Regional da cidade. Camocim é um município da microrregião do Litoral de Camocim e Acaraú, mesorregião do Noroeste Camocinense. Sua população é estimada em 63.997 habitantes, conforme dados do IBGE de 2020.

Entenda o que se sabe e o que ainda falta saber sobre o caso: 1. Quem eram as vítimas A Polícia Civil identificou as vítimas como os escrivães Antônio Claudio dos Santos, Antônio José Rodrigues Miranda e Francisco dos Santos Pereira, e o inspetor Gabriel de Souza Ferreira. A prima de Francisco dos Santos disse que ele deixa três filhos. Francisco é natural de Fortaleza, tinha cerca de 45 anos e mudou-se para Camocim quando passou para o concurso de escrivão na cidade. "Ele amava a profissão. Era uma pessoa muito honesta, justa", disse Mariana Almeida. O irmão de Antônio Claudio dos Santos disse, também ao g1 Ceará, que ele travalhava como escrivão na delegacia havia cinco anos. Era pai de duas meninas, uma de cinco e outra de três anos e tinha uma conduta exemplar. 2. Quem é o acusado Capitão Cleumir, da Secretaria de Segurança da cidade, disse que o atirador foi identificado como Dourado, inspetor da Civil. Neirilane Roque, advogada de defesa, disse ele está sub custória e "em estado de choque". "Pessoalmente, ele não se encontra em condições de prestar esclarecimentos, por enquanto. Está em estado de choque, isolado e custodiado pela Polícia Militar. Estamos aguardando os procedimentos seguintes. 3. Como o crime aconteceu O suspeito estava de folga na data do crime. De madrugada, ele foi até a delegacia onde estavam as outras quatro pessoas e abriu fogo. Depois de atirar nos colegas, Dourado fugiu em um carro da polícia, mas abandonou o veículo e se entregou no quartel da Polícia Militar da cidade. 4. Qual a motivação Ainda não há informações sobre a motivação do crime. A advogada do suspeito disse que já se encontrou com ele, mas o homem não está em condições de dar mais detalhes. 5. Qual o próximo passo O inspetor Dourado está sob custódia da Polícia Militar, onde ficará em um local de segurança devido a repercussão do caso. O próximo passo é uma audiência de custódia para falar sobre a legalidade da prisão. Essa reunião deve acontecer em Fortaleza ou em Sobral, que fica distante cerca de 137 quilômetros de Camocim.



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